Influenzanet is a system to monitor the activity of influenza-like-illness (ILI) with the aid of volunteers via the internet
A vigilância epidemiológica da gripe é o estudo dos surtos de gripe. É muito importante porque gera, entre outra, informação sobre a altura do ano em que aparecem os surtos, ajudando a estabelecer o melhor calendário para vacinar, as idades e o tipo de doenças que torna as pessoas mais vulneráveis à infeção, ou seja, estabelecendo os grupos de risco. Permite ainda a identificação das estirpes virais circulantes, assegurando uma caracterização atualizada necessária ao desenvolvimento de vacinas eficazes.
O vírus Influenza está coberto de proteínas que são capazes de gerar grande variabilidade sendo estas a base da identificação das estirpes. Estas proteínas são os antigénios que servem de alvo aos anticorpos produzidos pelo nosso sistema imunitário. Dos três tipos de vírus – A, B e C – o Influenza A é o mais variável, o mais temível e também o mais estudado.
As mudanças antigénicas a que o vírus está sujeito implicam que a composição da vacina seja ajustada todos os anos para incluir as estirpes predominantes. Este tipo de informação, a nível global, é centralizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que define a composição da vacina a produzir anualmente.
Em Portugal, a vigilância epidemiológica da gripe é coordenada pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) , na sua qualidade de laboratório de referência da OMS para a Gripe em Portugal, e a Direcção-Geral da Saúde (DGS). Desde 1990, a vigilância é realizada com a colaboração da Rede Médicos-Sentinela que notificam os casos de gripe e, desde 1999, com os Serviços de Urgência Sentinela o que tornou possível uma melhor vigilância através da caracterização clínica e laboratorial da doença.
A nível Europeu, a Agência para o Controlo e Prevenção de Doenças Infecciosas (ECDC) congrega os dados fornecidos pelos sistemas de saúde nacionais dos países membros fortalecendo, deste modo, a vigilância da Gripe na Europa.