Influenzanet is a system to monitor the activity of influenza-like-illness (ILI) with the aid of volunteers via the internet
Em 2003, comunicadores de ciência e investigadores holandeses e belgas criaram o primeiro sistema de monitorização on-line em permanência, com questionários de perfil e sintomas preenchidos diretamente pela população (GriepeMeting). Dois anos depois, Portugal adotou o sistema, introduziu-lhe melhoramentos e otimizou a plataforma computacional (Gripenet). As equipas holandesa, belga e portuguesa partilharam o sistema com colegas na Itália (que lança o Influweb) e no Reino Unido (Flusurvey). Juntos, criaram o consórcio Influenzanet obtendo o apoio da Comissão Europeia (7º Programa Quadro de Investigação) para um projeto alargado denominado Epiwork. O objetivo é alargar a plataforma Gripenet/Influenzanet a toda a Europa. O projeto Epiwork deverá estar concluído em 2012.
Entretanto, durante a época 2009/2010, em plena pandemia, o Gripenet disseminou o sistema de monitorização online ao México (Reporta) e ao Brasil (GripenetBrasil). As autoridades de saúde de Montreal, no Canadá (Grippe Montreal) adotaram o sistema, pela primeira vez, à escala de uma grande metrópole.
De forma independente, na Austrália, é desenvolvido desde 2007 o FluTracking , uma versão menos complexa do que o Gripenet, assente em mensagens de correio electrónico para recolha de sintomas gripais junto dos voluntários.
Surgiram ainda sistemas de análise indireta de dados, a partir de ‘inputs’ de utilizadores de serviços de Internet ou hospitalares. No caso norte-americano do AEGIS, uma robusta plataforma cruza e analisa uma grande variedade de dados provenientes de serviços de saúde em rede, de forma a detetar anomalias – este sistema não se destina apenas à gripe, tendo sido concebido para detetar eventuais casos de bio-terrorismo. Por fim, a Google lançou há dois anos o Flu Trends, que tira partido das buscas por palavra correlacionadas com a gripe para identificar “zonas quentes” do ponto de vista epidemiológico.