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| Houve três pandemias de gripe no século XX: a gripe espanhola de 1918, a gripe asiática de 1957 e a gripe de Hong Kong de 1968. A gripe espanhola, que não teve origem em Espanha, foi de longe a mais mortal, provocando cerca de 40 milhões de mortes em todo o mundo. Foi provocada por um vírus do subtipo H1N1. Foi sobretudo relacionada com uma reedição do que se passou em 1918 a causa do medo generalizado vivido durante a época 2009-2010. A gripe espanhola foi responsável por um decréscimo da esperança de vida nos Estados Unidos, em 1918, de cerca de 10 anos superior a qualquer ano da segunda guerra mundial. Grandemente responsável por este valor foi o padrão pouco usual das mortes provocadas pelo vírus, incidindo sobretudo em crianças até aos 4 anos e em adultos entre os 25 e 34 anos. Julga-se que as faixas etárias acima dos 34 anos foram poupadas por terem tido contacto com um vírus semelhante ao H1N1 que se supõe ter circulado antes de 1889. Nem todas as pandemias têm efeitos tão desastrosos. As pandemias de 1957 e 1968 provocaram 4 e 2 milhões de mortes, respetivamente. Sendo acontecimentos graves, não se podem comparar ao que se passou em 1918. A gripe asiática foi provocada por um vírus influenza A do subtipo H2N2 e a gripe de Hong Kong por um vírus do subtipo H3N2. Em 1977, foram acidentalmente reintroduzidos vírus do tipo H1N1 na população que, desde então, têm vindo a circular em conjunto com os vírus do tipo H3N2. De cada vez que há uma pandemia, o subtipo dos vírus que circulavam anteriormente desaparece. É como que substituído pelo novo subtipo, o da pandemia. Assim, entre 1918 e 1957 estiveram em circulação vírus pertencentes ao subtipo H1N1, entre 1957 e 1968 ao subtipo H2N2 e desde 1968 até ao presente o subtipo H3N2. A única exceção foi a reintrodução do subtipo H1N1 em 1977, ano em que não houve substituição do subtipo H3N2. No século XXI, o famoso vírus H5N1 atemorizou (e atemoriza ainda) toda a população humana pela sua capacidade em provocar uma pandemia. A transmissão da gripe das aves acontece apenas através do contacto humano com aves infetadas. Para ser transmissível entre humanos, condição necessária para que a pandemia aconteça, o vírus tem de sofrer uma mutação genética ou então recombinar com um vírus humano (o que acontece quando alguém é infctado pelo vírus da gripe das aves e humana ao mesmo tempo). Neste último caso, os dois vírus trocam material genético podendo originar um novo vírus e assim iniciar uma pandemia. Não há forma de prever quando estes acontecimentos terão lugar, nem se o vírus H5N1 será o responsável por uma nova pandemia. A gripe pandémica de 2009 foi provocada por uma nova estirpe de vírus da gripe que afeta humanos, o vírus da Gripe A-H1N1. Este surgiu com segmentos de genes de vírus da gripe suína, aves e humano numa combinação que não tinha sido observada antes. Neste caso, a taxa de mortalidade foi mais baixa comparativamente à maioria das epidemias sazonais, sendo geralmente o contrário o que acontece numa pandemia. |
Fonte: Underwood and Underwood/Time & Life Pictures/Getty images Jogo de baseball em 1918. Jogador protegido com máscara cirúrgica prepara-se para bater uma bola.
Fonte: Foto Associated Press Nesta fotografia de 1918, doentes com gripe amontoam-se nas emergências do hospital de Camp Funston, uma subdivisão de Fort Riley, no Kansas. |
Fonte: ECDC
As pandemias registadas desde os finais do século XIX até à atualidade, provocadas por vírus humanos da gripe.