O Dia Internacional do Preservativo celebra-se desde 2008, por iniciativa da AIDS Health Care Foundation, no dia 13 de fevereiro, com o objetivo de lembrar a importância do preservativo enquanto medida de prevenção de infeções sexualmente transmissíveis e gravidezes não desejadas.
Neste contexto, a Direção-Geral da Saúde (DGS) em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e o GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos colocou uma tenda, na Alameda, em Lisboa, com uma equipa de voluntários (GAT) que em conjunto com um elemento da DGS - Programa Nacional para a Infeção VIH e Sida distribuiu material preventivo, gratuito, e esclareceu dúvidas sobre a temática.
Em articulação com as 10 cidades signatárias da Declaração de Paris que se comprometeram a, até 2020, acelerar a sua resposta local à infeção por VIH e por vírus da hepatite, a Direção-Geral da Saúde difundiu uma campanha publicitária de incentivo ao uso consistente do preservativo, através da divulgação em redes sociais, rádios e distribuição gratuita de preservativos à população.
Em 2017, foram diagnosticados 1068 novos casos de infeção por VIH em Portugal, maioritariamente (99,6%) em indivíduos com idade igual ou superior a 15 anos. Em 98,1% dos casos a transmissão ocorreu por via sexual. Os dados nacionais do estudo "A saúde dos adolescentes portugueses após a recessão", no âmbito do Health Behaviour In-School age Children apontam para 28% de adolescentes que referem não ter utilizado o preservativo na última relação sexual e 6,1% não se lembram de ter usado.
Entre 2014 e 2018, o programa de distribuição gratuita de materiais preventivos e informativos permitiu a distribuição, anual, de cerca de cinco milhões de preservativos masculinos e femininos nos centros de saúde, hospitais, organizações não-governamentais, estabelecimentos de ensino secundário e universitário, estabelecimentos prisionais, etc. Numa altura em que estão disponíveis novas estratégias de prevenção, como a Profilaxia préExposição (PrEP) e Profilaxia Pós-Exposição, importa relembrar que o preservativo continua a ser um meio de fácil acesso e altamente eficaz na prevenção de infeções sexualmente transmissíveis e de gravidezes não desejadas.
Fonte: DGS (Fonte)
14 de February de 2019 às 18:40















