Influenzanet is a system to monitor the activity of influenza-like-illness (ILI) with the aid of volunteers via the internet

http://www.influenzanet.info/

Epiwork Logo
Developing the framework for an epidemic forecast infrastructure.
http://www.epiwork.eu/

The Seventh Framework Programme (FP7) bundles all research-related EU initiatives.

7th Framework Logo
Participating countries and volunteers:

The Netherlands 0
Belgium 0
Portugal 2390
Italy 0
Great Britain 0
Sweden 0
Germany 0
Austria 0
Switzerland 2660
France 6077
Spain 1063
Ireland 0
InfluenzaNet is a system to monitor the activity of influenza-like-illness (ILI) with the aid of volunteers via the internet. It has been operational in The Netherlands and Belgium (since 2003), Portugal (since 2005) and Italy (since 2008), and the current objective is to implement InfluenzaNet in more European countries.

In contrast with the traditional system of sentinel networks of mainly primary care physicians coordinated by the European Influenza Surveillance Scheme (EISS), InfluenzaNet obtains its data directly from the population. This creates a fast and flexible monitoring system whose uniformity allows for direct comparison of ILI rates between countries.

Any resident of a country where InfluenzaNet is implemented can participate by completing an online application form, which contains various medical, geographic and behavioural questions. Participants are reminded weekly to report any symptoms they have experienced since their last visit. The incidence of ILI is determined on the basis of a uniform case definition.

Hide this information

O que se sabe sobre o H7N9

O que se sabe sobre o H7N9

Em 31 de março de 2013, as autoridades chinesas anunciaram a identificação de um novo vírus influenza do tipo A, designado A (H7N9), em três pessoas gravemente doentes de duas províncias que apresentam infecções respiratórias. Até o momento, nenhum vínculo epidemiológico foi identificado entre os pacientes. Na sua avaliação inicial da situação, o Centro Europeu de Controle de Doenças (ECDC) conclui que o risco de propagação do vírus na Europa pode ser considerado baixo, nesta fase.

Segundo o relatório dos peritos do ECDC, para a Europa não há necessidade de uma mudança na estratégia de detecção de casos em relação ao que já estava previsto para outro vírus da gripe aviária, o já bem conhecido A (H5N1). Assim, a orientação atual é a de considerar a possibilidade de contrair gripe animal em pessoas que apresentem doença respiratória aguda grave e que estiveram recentemente em países onde há vírus da gripe de origem animal que circulam e que recentemente causou doença respiratória grave em humanos (gripe de ‘importação’). Isso inclui a China e alguns outros países. No entanto, refere o ECDC, será importante que os países da União Europeia divulguem estas diretivas aos médicos e técnicos de laboratório, juntamente com a orientação regular de investigar ‘clusters’ de infecções respiratórias graves e infecções em profissionais de saúde que trataram pacientes com doença respiratória aguda grave. Particular ênfase deve ser colocada sobre qualquer teste positivo para Influenza que indique ‘não-subtipado’.

Como referência de sintomas, os três primeiros casos chineses apresentavam início súbito de febre alta, tosse e sintomas de infecção do trato respiratório na fase inicial da doença. Depois de cerca de sete dias, os pacientes desenvolveram pneumonia grave progredindo rapidamente para síndrome respiratório agudo.

Nesta fase das investigações, na China, ainda é muito cedo para especular sobre de quais animais os vírus são provenientes, as vias de transmissão, a possibilidade de transmissão de humano para humano, o período de incubação e risco de infecção.

O reservatório e rotas de transmissão para os seres humanos estão todos sob investigação por parte das autoridades chinesas e ainda a ser determinados. A recombinação que permitiu a este vírus transmitir-se a humanos está por esclarecer. Por exemplo, o Influenza A (H5N1) apresenta um modelo potencial conhecido (doença humana muito grave, mas muito limitada, por não haver transmissão de pessoa para pessoa). Já o A (H3N2) é uma gripe humana na sua maioria leve e limitada à transmissão entre humanos; por seu turno, o A (H1N1) da pandemia de 2009 é um doença humana geralmente muito leve, mas de altos níveis de transmissão.

O cenário epidemiológico é complexo. Há um pequeno grupo de doenças respiratórias graves sob investigação em Xangai. No entanto, isto pode igualmente ser devido a um animal comum ou fonte ambiental, com limitada transmissão de humano para humano. Também não está claro se os primeiros casos conhecidos representam uma alta gravidade das infecções, como acontece, por exemplo como o vírus A (H5N1), ou se há de fato outros casos mais leves, ainda não diagnosticados. O sistema de vigilância da gripe na China não está a relatar um aumento geral na detecção de vírus Influenza nem de casos de pneumonia atípica no período mais recente, embora mesmo isso seja difícil de interpretar num momento em que são esperadas baixas taxas de transmissão do vírus Influenza. Todavia, a transmissão teria de estar bastante avançada para esses sistemas mostrarem já anomalias, pois os sistemas de vigilância convencionais não funcionam em tempo real.

O risco de pandemia não pode ser ainda determinado, diz o ECDC. A patogenicidade do A (H7N9) é baixa; e, apesar de vírus de baixa patogenicidade terem sido detectados em aves na Europa, como não há vigilância formal destes vírus de ‘baixa’ intensidade, o conhecimento da sua distribuição não é claro. No entanto, nenhuma recombinação como esta tinha sido detectada. Em relação à variante A (H7), as infecções anteriores em seres humanos tendem a ser leves. A exceção foi uma morte durante um grande surto na Holanda, envolvendo a altamente patogénica estirpe A (H7N7). A morte, no caso Holanda, foi associada a uma substituição E627K na P (proteína) B2 do vírus da gripe H7. E não se sabe ainda como se processou a recombinação genética que deu origem a este novo A(H7N9).

Seguem-se dias de trabalho intenso para virologistas, epidemiologistas e decisores de saúde pública.

O relatório do ECDC aqui

Artigo do Washington Post sobre ‘perguntas e respostas’ sobre este vírus H7N9

31 de March de 2013 às 22:00